Colombianos na Segunda Guerra Mundial

A Colômbia participou ativamente da Segunda Guerra Mundial. Logo após o ataque Japonês ao Pearl Harbor foi declarado guerra aos países do Eixo, mas só entrou efetivamente em guerra no dia 27 de novembro de 1943, quando os alemães afundaram três navios colombianos no mar do Caribe e nas proximidades do Canal do Panamá.

O pais manteve ativo a vigilância da costa por sua marinha de guerra, onde até houve um episódio de um ataque de um Destroier colombiano a um submarino alemão, onde os colombianos achavam que tinha afundado o submarino mas o mesmo despistou os inimigos para cessar os ataques (ver link).

Como em todos os países das Américas e de outros continentes, houve voluntários para lutar ao lado dos aliados, da Colômbia saíram cerca de cinquenta voluntários que foram lutar pela Legião Estrangeira contra as forças de Hitler. Abaixo iremos ver alguns relatos de alguns veteranos ainda vivos ( ou que estavam vivos na época da reportagem).

Os voluntários se alistaram em sua maioria no próprio pais, onde logo embarcaram para a Europa em uma viagem de dois meses, chegando em Camberly-Inglatgerra tiveram treinamento militar e receberam uniformes e armamentos, para mais adiante serem enviados para a África e enfrentar as tropas do Marechal Rommel.

Segundo o veterano Gil Serrano, a primeira noite na guerra (em Marsá Matruh), ele e outro amigo colombiano de jogaram de baixo de um caminhão para se proteger de um bombardeio, Serrano diz que parecia fogos de artifício, as explosões formavam um clarão tão forte que podia ler um jornal .

Gil Serrano

Com o passar do tempo os aliados perseguiram sem pena os alemães. Gil lembra que carregava uma mochila com mais de vinte quilos nas costas em seus combates, também lembra da saída de Marsá Matruh, e captura dos alemães até Tobruk, cidade que era vital para o abastecimento de água e combustível. O Oitavo Exercito precisava entrar nessa cidade, lembra Jairo Botero. A aviação vinha na frente e o exercito entrava para ocupação da cidade já parcialmente destruída, diz o Sr. Gustavo Quintero, ele continua: ” no inicio íamos avançando e conquistando território,  mas antes de ganharmos a batalha de Al Alamein, sofremos uma derrota em Bir-Hakim, e daí por diante fomos perseguidos implacavelmente por mais de 1800 km por Rommel e seu exército”.  Os colombianos tiveram que aprender da maneira mais difícil lidar com a insolação, desidratação e a fadiga de guerra. Muitos veteranos lembram que durante o dia o calor chegava a cinquenta graus na sombra, e só não foram derrotados por conta do exercito de Rommel ficar sem suprimentos e também por conta de os americanos entrarem na guerra , onde tiveram a chance de reagrupar e voltar para Tobruk.

Os veteranos também contam que os alemães em fuga montavam armadilhas nos corpos dos próprios companheiros mortos, caso alguém queira vasculhar os corpos em busca de um suvenir, ativava uma detonador e explodia ferindo o soldado. Também viram muitos postos de armas fictícias de madeira sobre carros para enganar a aviação aliada que as metralhava achando ser inimigos.

Essas e outras histórias que virão a seguir são partes interessantes para conhecermos um pouco mais da participação de latinos na Segunda Guerra Mundial.

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