Margot Duhalde – Uma Piloto Chilena Durante a Segunda Guerra

A participação do Chile na Segunda Guerra Mundial foi absolutamente diplomática, sem existência de ações bélicas oficiais, mas tiveram alguns cidadãos chilenos que lutaram tanto pelo eixo, como pelos aliados. E nesse artigo iremos contar um pouco sobre uma chilena que deixou sua terra natal para lutar pelas Forças da França Livre, se tornando a primeira piloto de caça feminina de seu pais, falaremos de Margot Duhalde.

Margot nascida em Rio Bueno – Chile em 12 de dezembro de 1920, antes de estourar a Segunda Guerra Mundial se formou como piloto civil, com o estourar da guerra viajou para a Europa para voar pela França livre, logo em seguida foi enviada par a Air Transport Auxiliary (ATA) onde voou inúmeros tipos de aeronaves fazendo transporte das fabricas para os esquadrões de combate.

Mas no inicio sua vida na Europa não foi muito fácil, após zarpar do porto de Valparaiso  como voluntaria com destino a Londres, lá chegando ficou presa por 5 dias para investigar seus antecedentes.

Em um artigo encontrado na internet Margot conta que quando chegou na Inglaterra os Ingleses não sabia o que fazer com ela, ele confundiram seu nome achando que era homem, e como não usavam pilotos mulheres, sua má sorte continuou. Três meses se passaram até que tiveram a ideia de manda-la para ajudar uma francesa que mantinha uma casa de repouso para pilotos, nessa casa efetuava serviços domésticos, totalmente fora do que ela queria realmente fazer. Mas a sorte dela mudou assim que recebeu uma carta de um subtenente francês que tinha morado no sul do Chile e que tinha conhecido Margot através de publicação local. Na carta ele dizia: “Não perca com os franceses, jamais vai voar um avião deles”, então se apresentou para a “ATA” com uma carta de recomendação.

Durante um tempo teve problema com de adaptação da língua, mas apos um curso de mecênica para aprender os termos técnicos, já estava apta a voar. Transportou mais de cem tipos de aviões, entre eles caças e bombardeiros, durante a guerra foi uma média de mil aeronaves.

Apos a guerra Margot continuou na Inglaterra trabalhando para a Força Aérea Francesa em uma esquadrilha de Spitfire, depois foi para o Marrocos e continuou sua vida. Margot esta hoje com 94 anos, foi casada três vezes, teve um filho e dois netos.

Foi homenageada por vários países, entre elas estão as seguintes:

Ordem de Cavaleiro  Nacional da Legião de Honra por seu trabalho na Força Aérea livre durante a Segunda Guerra Mundial, concedido pelo governo francês (1946)

Promovido a Comendador da Ordem Nacional da Legião de Honra pelo governo francês (2006)

Emblema de veteranos concedido pelo governo britânico por seus serviços como a British Air Transport Auxiliary durante a Segunda Guerra Mundial (2009).

Detém a patente de coronel da Aviação nas fileiras de Honra da Força Aérea do Chile

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