Esforço de Guerra para o Brasil na Segunda Guerra.

Com a entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial e o conflito crescendo cada dia mais na Europa, Ásia, África, e os ataques de submarinos alemães nas águas do Atlântico, cresciam a comoção e força de vontade da população civil em ajudar como quer que fosse com o esforço de guerra.

Esses esforços de civis que foram muitos na época, mas poucos foram reportados para a posteridade. Vasculhando a internet achei uma reportagem sobre um desse esforços de guerra que mostra uma grande união de alunos e professores de uma escola do estado de Minas Gerais em prol da liberdade na luta contra a tirania do nazi-facismo.

Esse fato que é praticamente desconhecido das novas gerações e pouco comentado e blogs, fóruns e sites sobre o tema, espero que consigamos com esse artigo descobrir outros esforços de guerra feitos pelo Brasil durante a Segunda Guerra Mundial.

Segue abaixo alguns trechos do blog “Textos de Avelina de Conselheiro Lafaiete” sobre o fato:

Trata-se da “Pirâmide de Guerra”, que foi erguida, em 1942, em frente à Prefeitura Municipal de Conselheiro Lafaiete. Vou passar a explicação do que era essa pirâmide para um trecho do artigo escrito por Dr. Astor Vianna em sua coluna “Pickles”, no “Minas Jornal” de 3 de setembro de 1942, no qual fala sobre as campanhas encabeçadas pelas professoras, para colaborar com o “Esforço de Guerra”.


Esforço de guerra do Grupo Escolar Pacífico Vieira; ao centro a professora Virginia;à direita da professora, Marina Biagioni Marques e Terezinha d’Allencourt; à esquerda da professora, Araken Santiago e Zilá Andrade.
Esforço de guerra do Grupo Escolar Pacífico Vieira; ao centro a professora Virginia;à direita da professora, Marina Biagioni Marques e Terezinha d’Allencourt; à esquerda da professora, Araken Santiago e Zilá Andrade.

“… há, na cidade, uma organização patriótica e de grande eficiência que é o FORMIGUEIRO 55. [Explicação minha: em todo oBrasil havia organizações escolares semelhantes. A de nossa cidade funcionava no Grupo Escolar Pacífico Vieira]. Todas as crianças [não seria mal que até gente grande entrasse no movimento] – podem prestar um imenso serviço ao Brasil, da mais fácil das maneiras: ajuntem vocês todos os pedaços velhos de ferro, de chumbo, de lata, de zinco, de papel prateado de cigarros, de bombons, brinquedos estragados, velhas marmitas ou panelas de ferro ou de cobre, tubinhos vazios de remédio (também de dentifrícios) vidros e garrafas, ainda mesmo quebrados, celulóide, cabos de escovas de dentes, pneus velhos etc, todo esse material que parece não ter utilidade nenhuma e vamos fazer com isso a pirâmide de materiais da cidade, a que daremos o nome de Monumento Comandante Galvão. Sabem quem foi Galvão? Foi um grande soldado brasileiro que comandou a resistência de nossa cidade em 1842.”

Complementando, primeiramente em relação ao material da pirâmide: ele iria para o Arsenal de Guerra, que o encaminharia aos Estados Unidos (EUA), a fim de ser convertido em bombas, balas, tanques e aviões para combater as forças do Eixo.

A campanha, que teve a direção eficiente de D. Olímpia Rodrigues Brandão, diretora do Grupo Escolar Pacífico Vieira, alcançou enorme sucesso, tendo sido encerrada em 16 de dezembro de 1942.

O Município de Conselheiro Lafaiete, com a quantia arrecadada, alcançou o seu intento e deu um avião para a Força Aérea Brasileira (FEB) lutar pela nossa soberania na Segunda Guerra Mundial. O prefeito municipal, Dr. Mário Rodrigues Pereira, encarregou Jair Noronha, secretário da Prefeitura, de acompanhar o Formigueiro 55 ao Rio de Janeiro levando a quantia arrecadada, que D. Olímpia foi entregar,pessoalmente, no palácio, ao presidente Getúlio Vargas.

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2 thoughts on “Esforço de Guerra para o Brasil na Segunda Guerra.

  1. Um comentário necessário. Tais campanhas eram mais emocionais do que de ordem prática. Na realidade o montante recolhido não era suficiente para a compra de aviões. De longe era pouco…….mas servia para que, na propaganda, criasse uma motivação de constante mobilização. Armas custavam ( e custam) muito. As campanhas no Brasil eram infimas perto da mobilização de outros países. Eram válidas sim para a manutenção do constante Estado de Atenção sobre a guerra contra ao Eixo, mas com certeza, quando falavam em “para comprar um avião” era mais um mito do que uma realidade. O Livro Guerra Sem guerra nos dá uma dimensão relativa disso. A própria Campanha do Fole que dizia conseguir dinheiro para comprar Spitfires era algo fora da realidade….era meramente simbólico, mas dava uma repercussão de imprensa a favor dos aliados.

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  2. Bacana a pesquisa de um episódio muito pouco conhecido da mobilização brasileira para a guerra.

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