Um Cruzador Chamado “Bahia”.

O Cruzador fabricado pelo estaleiro Vickers Armstrong, na Inglaterra, foi lançado ao mar em 1909, chegando ao Brasil em 1910 e denominado Bahia. Era considerado um orgulho para a Marinha do Brasil.

No ano de 1918, durante a Primeira Guerra Mundial, participou de diversos comboios mas não entrou em combate, fazia parte da Divisão Naval de Operações de Guerra.

Uma nave de guerra muito bem armada com seus dez (10) canhões de 120mm, seis (6) canhões de 47mm, quatro (4) canhões anti-aéreos de 76,2mm  e dois (2) tubos duplos de 18 polegadas, era reconhecido de longe pela sua silhueta impotente.

Durante a Segunda Guerra Mundial, o Bahia participou efetivamente efetuando inúmeros comboios de navios mercantes aliados, sempre andava na frente fazendo zigue zague, chegando a manter contato direto com u-boots alemães.

Já no final da guerra em 4 de julho de 1945 apos um extenso período de patrulha, o Bahia recebera o que seria sua ultima missão na guerra antes de retornar para o Rio de Janeiro. O Cruzador partiu do porto de Recife para substituir o Contratorpedeiro Bauru na Estação 13, que ficava a 500 milhas do penedo de São Pedro e São Paulo.

Chegando na Estação apos pouco mais de 2 dias de navegação, os oficiais americanos a bordo começaram seu trabalho de controle de aeronaves. Já os tripulantes começaram exercícios de tiro, jogaram um alvo flutuante no mar e iniciaram um sequencia de disparos, foi quando o pior aconteceu.

O Bahia sofreu um enorme explosão na popa do navio levando o mesmo ao fundo do mar, e com ela uma versão oficial narrando o motivo da explosão. Segundo o inquérito naval uma metralhadora estava com sistema de retranca desarmada, que impede que seja disparado para dentro do navio em caso de combate contra aeronaves.

Mas existe uma outra versão que muita não acredita, mas que pode ser verdade e precisaria de uma investigação mais a fundo, que se trata de um possível torpedo lançado do U-530 que mais tarde se rendeu na Argentina. Essa possibilidade pode ser verdadeira por conta do sistema de retranca da metralhadora não ser um equipamento fácil de ser destravado, necessitaria de no minimo três homens, e não teria nenhuma vantagem para o artilheiro.

U-530

 

Infelizmente esse caso é mais um que dificilmente teremos mais detalhes ou relatos completos, assim como toda história militar brasileira durante a Segunda Guerra Mundial.

 

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2 thoughts on “Um Cruzador Chamado “Bahia”.

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  2. Prezado amigo
    Sou autor do livro “O Porto Distante”, sobre jovens marinheiros na guerra, culminando com o naufrágio do “Bahia”. Nele, provo que foi obra do submarino alemão U-530 e explico porque os americanos encobriram esse crime. O livro está a disposição através do e-mail paivap50@gmail.com
    Um abraço
    Paulo Paiva

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