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O Bruxo no Xadrez de Roosevelt: O Facismo Mistico de El Salvador

Maximiliano Hernández Martínez foi uma das figuras mais enigmáticas e brutais da história centro-americana. Conhecido como o “Bruxo” por sua devoção à teosofia e ao misticismo, ele governou El Salvador com mão de ferro entre 1931 e 1944. O artigo analisa como Martinez, um simpatizante ideológico do fascismo europeu — o primeiro a reconhecer o estado fantoche japonês de Manchukuo —, foi forçado a realizar uma manobra geopolítica de sobrevivência. Sob a sombra do “Poder Suave” e econômico de Washington, o ditador abandonou seus ídolos em Berlim e Roma para se alinhar aos Aliados, revelando o pragmatismo cínico que definiu as ditaduras latinas durante o conflito global.