Você sabia? Aqueles confeitos coloridos que você compra no cinema nasceram, na verdade, no meio do fogo cruzado e da lama das trincheiras.
Pois é, arregale os olhos e preste atenção! A história começa um pouco antes da entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra, durante a Guerra Civil Espanhola (1936-1939). Forrest Mars Sr., filho do fundador da Mars Company, estava na Europa e observou algo intrigante: voluntários britânicos comiam pequenos pedaços de chocolate envoltos em uma casca de açúcar duro. O detalhe genial? O chocolate não derretia nos dedos sujos e quentes dos soldados.

Mars voltou para os Estados Unidos com a ideia fixa de replicar essa engenharia de alimentos. Mas ele precisava de matéria-prima. Em 1941, com a guerra batendo à porta, o chocolate era racionado. Ele então procurou Bruce Murrie, filho do presidente da Hershey’s, para garantir o fornecimento de cacau. A união dos sobrenomes Mars e Murrie deu origem ao nome que conhecemos hoje: M&Ms.
Quando os EUA entraram no conflito após Pearl Harbor, o Exército Americano percebeu que tinha um problema logístico sério no Teatro do Pacífico. O calor tropical derretia as barras de chocolate convencionais (como a ração D) antes mesmo que a tropa pudesse consumi-las. O M&M foi a solução técnica perfeita.

O tubo de papelão original (sim, não eram saquinhos de plástico!) foi incorporado aos kits de ração C. A casca de açúcar patenteada funcionava como um isolante térmico, protegendo o núcleo de cacau. Durante toda a duração da guerra, a produção da fábrica em Newark, Nova Jersey, foi vendida exclusivamente para as Forças Armadas. O slogan famoso, “derrete na sua boca, não na sua mão”, não era marketing para crianças; era uma especificação técnica de sobrevivência para manter os G.I.s energizados em combate.
Descubra mais sobre Portal Segunda Guerra Brasil
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.
