Mergulhadores revelam detalhes inéditos do cargueiro “Tutoya”, afundado em 1943. Conheça a história real de terror e coragem que aconteceu bem perto das nossas praias.
Imagine mergulhar nas águas escuras do litoral de São Paulo e dar de cara com um pedaço congelado da história mundial. Foi exatamente isso que aconteceu.
Em uma descoberta emocionante confirmada neste início de 2026, pesquisadores trouxeram à luz novos detalhes sobre o naufrágio do Tutoya, um navio mercante brasileiro que repousa silencioso no fundo do mar, entre Peruíbe e Iguape.

Não é apenas ferro retorcido. É o túmulo de bravos brasileiros e a prova de que a Segunda Guerra Mundial chegou, sim, à nossa porta.
A Noite do Terror: 1º de Julho de 1943
Para entender a importância dessa descoberta, precisamos voltar no tempo. O mundo estava em chamas. No litoral brasileiro, a rotina parecia tranquila, mas, sob as ondas, o perigo espreitava.
O predador era o U-513, um submarino alemão comandado por Friedrich Guggenberger — um “ás” da marinha de Hitler, famoso por ter afundado um porta-aviões britânico anos antes. Ele estava caçando no Brasil.
O Tutoya, um cargueiro a vapor, navegava carregado de café, carvão e batatas. Era um alvo fácil, lento e desarmado. Sem aviso, o torpedo alemão rasgou o casco. O impacto foi devastador. Em minutos, o navio que era o orgulho da tripulação virou uma armadilha mortal. Sete marinheiros brasileiros perderam a vida naquela noite escura.
O Que Foi Encontrado Agora?
A nova expedição revelou que o Tutoya está a cerca de 20 metros de profundidade. O que impressiona os mergulhadores é como o navio se tornou um “arrecife artificial”, cheio de vida marinha, mas ainda mantendo as cicatrizes da guerra.
As imagens recentes mostram as estruturas do convés e os porões abertos, lembrando-nos da violência daquele ataque. É como se o tempo tivesse parado em 1943.
Por Que Isso Importa?
Muitos brasileiros ainda acham que a nossa participação na guerra foi apenas enviar soldados para a Itália (a FEB). Mas a guerra também aconteceu aqui, nas nossas praias.
O afundamento do Tutoya e de outros navios foi o estopim que uniu o Brasil contra o Eixo. Redescobrir e documentar esses destroços não é apenas arqueologia; é prestar homenagem aos sete homens que morreram trabalhando para abastecer o país.
O Tutoya não é mais apenas um nome em um livro antigo. Ele é uma testemunha de aço, repousando no litoral paulista, nos lembrando que a história está mais viva, e mais perto, do que imaginamos.
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